UNAIDS estreia no ‘Medium’ com série sobre o programa AMAZONAIDS, no Alto Solimões

O UNAIDS Brasil estreia na plataforma online Medium com uma série de reportagens sobre o programa AMAZONAIDS, o Plano Integrado da ONU de apoio à resposta à epidemia de AIDS no Amazonas. Intitulada AMAZONAIDS: Na fronteira de uma epidemia, a série tem objetivo de resgatar as histórias e as experiências acumuladas desde o início do programa em 2008. As reportagens destacam o legado das ações conjuntas da ONU na região e as lições aprendidas ao curso de quase uma década de trabalho na resposta ao HIV na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

O programa AMAZONAIDS mudou a comunicação com os indígenas para se adaptar às diferenças culturais. Foto: Cacalos Garrastazu/UNAIDS-Eder Content

A publicação buscou reunir histórias de vida de pessoas que, de uma forma ou de outra, tiveram protagonismo no AMAZONAIDS, especialmente em ações realizadas nas cidades de Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant, e que tocaram igualmente diversas comunidades e povoados desta região. As histórias reunidas nessa série buscam também homenagear as populações locais e dar visibilidade aos desafios que ainda precisam ser vencidos.

Acesse a publicação aqui.

Conheça as histórias da série AMAZONAIDS: Na fronteira de uma epidemia, na página do UNAIDS Brasil no Medium:

AMAZONAIDS: na fronteira de uma epidemia

Peruana na identidade, brasileira no tratamento

Formar para falar a mesma língua dos índios

Diagnóstico: 3 meses de vida. Realidade: 16 anos de militância

“Para, senão eu vou chamar a Gleissimar.”

 

 

As reportagens e textos são fruto de uma parceria entre o UNAIDS Brasil e a rede de produção jornalística Eder Content. O material foi produzido entre 2015 e 2016, e teve seu lançamento oficial (em 5/5) durante uma sessão no miniauditório Cônego Azevedo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, em Manaus. Além de representantes da sociedade civil e do Grupo Gestor do AMAZONAIDS, participaram também do evento: a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard; a Diretora do Departamento de IST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken; a Coordenadora Estadual de DST/AIDS do Amazonas, Silvana Lima; o Deputado Luiz Castro, da Frente Parlamentar Mista de enfrentamento e defesa dos direitos das pessoas com DST/AIDS e Tuberculose; e o Representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Clique na imagem para conferir as reportagens da série AMAZONAIDS no Medium.

Webdocumentário

Além das histórias para o Medium, a parceria entre o UNAIDS e a rede de produção jornalística Eder Content resultou também na produção de um webdocumentário de cerca de 20 minutos. O filme traz um recorte sobre a resposta ao HIV na região, buscando ir além das questões específicas de saúde ao abordar temas que, direta e indiretamente, também afetam a resposta ao HIV na região, como a violência contra as mulheres, questões de sexualidade e direitos humanos, incluindo os da população LGBTI.

Filmado em agosto de 2015 e finalizado em dezembro de 2016, o webdocumentário tem como pano de fundo a história de Maria Paula, mulher trans peruana de 31 anos que cruza a fronteira para buscar atendimento e tratamento antirretroviral no lado brasileiro. Assim como ela, cerca de 10% das pessoas que buscam tratamento em Tabatinga são colombianos ou peruanos, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do município em 2016.

A realização desse projeto envolvendo as reportagens e o filme também contou com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), bem como do Grupo Gestor do AMAZONAIDS—que inclui parceiros dos governos federal, estadual e municipais, sociedade civil e populações locais, que seguem contribuindo para a resposta à epidemia de HIV na região.

“O AMAZONAIDS foi um trabalho precursor no que chamamos hoje de atuação local, adotada pelo UNAIDS mais tarde como abordagem para a resposta à epidemia em todo o mundo. Ou seja, de que não podemos olhar para um país e tratar as questões como específicas de um país inteiro, e sim adaptar as respostas para as questões locais”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, em depoimento registrado no documentário.